XII
Tirana, de coração avarento,
Que me manténs em prisão feia e triste
Por que é que para ti alegria existe
Em criar nas almas fracas sofrimento?
Tirana que, no momento primeiro,
O meu cárcere, espreitando, sorriste,
Conserta esta vida que partiste,
Deixa de me querer teu prisioneiro!
Abriste-me a cela com som ruidoso
No fim pude ver um Sol luminoso
E vi-me enfim livre da austera prisão!
Mas de que valeu, então, se em verdade
Mesmo que o corpo cante liberdade,
A ti estão presos minh'alma e coração?
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